My House, My Vessel

05.03.2025 → 13.03.2025

My House, My Vessel

My House, My Vessel

My House, My Vessel
A exposição apresenta a casa como um recipiente físico e emocional, que contém não só desejos e sonhos, mas também a perda e o abandono dos mesmos. Tal como a carapaça de um caranguejo, que tem de ser retirada e substituída quando se torna demasiado apertada, a casa é uma entidade em constante evolução, suspensa entre o que é ambicionado e o que é deixado para trás. Para o artista Alejandro Manzano, a casa de Cerrillos (Madrid) foi construída através das palavras evocativas dos seus avós e da sua mãe. Viver nela nunca foi uma realidade; foi uma idealização, moldada pelos caprichos optimistas das memórias dos outros. Em My House, My Vessel, Manzano explora o ambiente doméstico como uma tensão entre o que foi perdido e o que foi desejado – o que já foi, poderia ter sido, mas nunca será. Num mundo em que as pessoas têm de se adaptar às suas casas, e as casas já não se podem adaptar às pessoas, Manzano cria uma casa ideal através da imaginação omnipotente – concebida à sua medida, não imposta por modelos estandardizados. Recorre à casa que o seu avô construiu, tentando capturá-la e tornar-se parte da sua história, registando-a e recordando-a através de memórias emprestadas. A casa é apresentada como um recipiente no qual se depositam aspirações e memórias, mas, tal como elas, torna-se intangível. Já não é possível imaginar a partir do interior da casa, apenas imaginar a própria casa.

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