DISCORD – Architecture

DISCORD – Architecture

Bem-vindos ao segundo episódio de “DISCÓRDIA”, um talk-show de crítica na primeira pessoa onde dois arquitectos com visões distintas sobre “como fazer boa arquitetura” se juntam e criticam o trabalho um do outro de forma construtiva.
Como talvez tenham ouvido no primeiro episódio, tenho uma discordância fundamental com o que o Filipe Magalhães postula como boa arquitetura, mas tenho um grande respeito por ele como pessoa. O programa nasceu da minha vontade de me envolver num formato de discussão com o Filipe que garantisse que nos centrássemos na questão que nos colocamos constantemente “O que pode ser a boa arquitetura?” e que qualquer crítica fosse sempre relativa a projectos e não a personalidades.

A “Teoria do Conflito Epistémico Sócio-Cognitivo” permite exatamente isso. Postula que, quando um desacordo cognitivo, ou conflito, é resolvido concentrando-se numa questão comum e nos elementos produzidos para responder a essa questão, há uma melhoria do conhecimento de cada um, tanto do tópico da questão como do formato da discussão.
Por outras palavras, discutir aberta e francamente o trabalho de cada um conduz a melhores projectos e a uma cultura arquitetónica mais saudável.
O formato parece ter muito potencial, por isso decidi mantê-lo. Tanto eu como o Filipe convidámos um gabinete para continuar a discussão: O Filipe convidou o Lanza, da Cidade do México, e eu convidei o Parabase, de Basileia, na Suíça.

As duas regras básicas para o debate continuam a ser as mesmas:
– Ambos os participantes devem centrar-se na questão geral de “o que poderá ser uma boa Arquitetura?”
– Cada participante tem de enviar os outros 3 elementos antes da discussão: (1) um projeto construído e (2) um projeto não construído (tanto em fotos, imagens, desenhos e texto), e (3) um texto da sua autoria.

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